No Plenário, Izalci ainda destacou a importância da Inclusão Digital

A conta da previdência que não fecha e a necessidade de políticas públicas de apoio à inclusão digital foram assuntos de discurso do senador Izalci Lucas (PSDB/DF), no plenário desta quinta-feira (7).  O senador falou sobre a questão da previdência e da assistência que são duas vertentes da reforma que será discutida no Senado e na Câmara. Segundo informou o senador, há uma distorção no sistema atual de partilha que precisa ser corrigida.

“Hoje temos um trabalhador comum que contribuiu por 30 anos e recebe aposentadoria de um salário mínimo e, ao mesmo tempo, aquele que chega a 60 anos e nunca contribuiu, mas que também vai receber um salário. Contribuindo ou não, ambos vão receber o mesmo valor. Temos que corrigir essa distorção, porque senão as pessoas vão parar de contribuir”, avaliou.

Izalci explicou que o Brasil possuía uma previdência de capitalização, mas quem definia onde seriam aplicados os recursos eram os políticos e essa prática desvirtuou a destinação, gerando muitas perdas, principalmente nos grandes fundos de pensão, que hoje estão quebrados.

“Foi uma má aplicação de recursos. O sistema atual da previdência é incompatível. O problema é que todos concordam com a reforma, mas quando se fala em mudar regras para os setores, há muita resistência.  Precisamos esclarecer para a população as mudanças propostas e explicar que nós teremos que pagar essa conta que não fecha”, salientou o senador ao destacar que acha quase impossível aprovar o texto do jeito que chegou ao Congresso.

Inclusão digital

Ao falar sobre a importância de políticas públicas de incentivo à inclusão digital, o senador informou que participou da inauguração do Centro de Inclusão Digital na área de tecnologia assistida, no Centro Comunitário Cisne Branco, da Marinha, localizado no Guará, DF. O projeto de tecnologia assistida é realizado por meio de uma parceria entre a Marinha do Brasil e o Sesi, e tem por objetivo permitir que jovens e crianças com necessidades especiais consigam usar computadores para navegar na internet, escrever textos e ter acesso a aulas de programação, robótica e tecnologias afins.

O senador Izalci destacou a participação da primeira-dama, Michele Bolsonaro, do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e do General Villas Boas, assessor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) que levaram seu apoio à iniciativa.

“A primeira-dama demonstra, mais uma vez, seu compromisso com a pessoa com deficiência. Temos um número muito significativo de cidadãos com limitações físicas e iniciativas assim são muito importantes”, afirmou.

Ele ressaltou também que o ministro Marcos Pontes informou que está criando no ministério um programa de tecnologia assistida, que vai ajudar milhares de pessoas com limitações físicas.

 

Pesquisa e tecnologia

Ao citar a importância da pesquisa para a geração de novas tecnologias, Izalci ressaltou que é preciso valorizar os pesquisadores que são aqueles que geram novos conhecimentos e criam soluções. O senador informou que um pesquisador de pós-graduação recebe uma bolsa de 1.500 reais no mestrado e de 2200 reais no doutorado e apesar dessa dificuldade, o Brasil é o 13º país em produção de artigos científicos.

“Precisamos dar mais atenção a esses pesquisadores e inventores que geram conhecimento, que inovam. Nos últimos anos a área que mais sofreu cortes foi a de ciência e tecnologia. Temos que investir para transformar esse conhecimento em oportunidades. Na pesquisa é mais importante regularizar os recursos.Nosso desafio é também evitar o contingenciamento”, afirmou o senador.

Nesse sentido, Izalci disse que pediu apoio ao ministro Pontes para que haja mais recursos para a realização de projetos na área de ciência e tecnologia, cujo papel é fundamental para o desenvolvimento do país e citou Brasília que sofre com a falta de investimentos na área.

“Brasília tem vocação para produção de conhecimento científico. Temos um projeto para um parque tecnológico no DF que até hoje não deslanchou. Conseguimos colocar os data-centers do Banco do Brasil e da Caixa, mas os demais projetos não saíram do papel. Nossa luta é para que agora isso ande. Precisamos tocar projetos e programas para dar condições para que o cidadão consiga empreender e gerar novas oportunidades de emprego e renda”, afirmou o senador.