Instituições responsáveis pela aplicação dos recursos apresentaram aos senadores seus planos de trabalho para os próximos anos

Dando continuidade ao trabalho de saber a real situação dos fundos constitucionais, a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, realizou, nesta quarta-feira (20), uma audiência pública interativa, presidida pelo senador Izalci Lucas (PSDB), autor da iniciativa, para ouvir os representantes das superintendências de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Zona Franca de Manaus (Suframa) e do Banco da Amazônia (Basa) sobre os investimentos dos fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e Constitucional de Financiamento do Norte (FNO).

O superintendente da Sudam, Paulo Roberto Correia, abriu os trabalhos explicando que a entidade tem focado em investir os recursos dos fundos com o objetivo de reduzir as desigualdades regionais. Segundo Paulo Roberto, em 2018, foram aplicados R$ 4,6 bilhões pelo FNO. Já o FDA investiu, entre 2017 e 2018, quase R$ 2 bilhões. A Sudam também está trabalhando para atrair investimentos da iniciativa privada.

Paulo Roberto informou que o Plano de Desenvolvimento Regional da Amazônia (PDRA) está sendo submetido à consulta pública. “Essa fase é muito importante para que todos os atores envolvidos e os Estados se vejam contemplados pelo plano”, ressaltou.

Já o superintendente da Zona Franca de Manaus, Alfredo Alexandre de Menezes, apresentou as principais ações que a instituição está planejando para os próximos anos. Alfredo disse que a Sudam e Suframa estão trabalhando para otimizar o sistema de informatização das duas superintendências. Segundo o chefe da Sudam, outra preocupação é o atual estado de depreciação do polo industrial de Manaus. “Como vamos atrair investidores tendo um Distrito Industrial que está em péssimo estado de conservação”, criticou.

Alfredo Menezes destacou ainda que é necessário destravar o Processo Produtivo Básico (PPB) para a efetiva industrialização dos produtos. “O PPB acaba sendo uma amarra para o desenvolvimento da região e a atração de negócios”, disse o superintendente.

O diretor de Crédito e Distribuição do Banco da Amazônia, Francimar Rodrigues Maciel, em sua apresentação mostrou aos senadores que a instituição participa com 63% dos créditos utilizados para o financiamento de projetos. Segundo Francimar, o foco maior é investir em projetos que promovam o desenvolvimento sustentável, tanto nas zonas urbanas e zonas rurais.

O representante do Basa disse ainda que o banco vai promover uma ação voltada aos municípios que tiveram investimentos considerados baixos. “Nós atendemos praticamente todas as cidades, mas 92 munícipios tiveram um desempenho muito abaixo do esperado. A ideia é colocar pessoal do banco para visitar prefeituras, sindicatos e levar oportunidade de crédito a esses lugares”, pontuou Francimar.

Para o senador Izalci Lucas, que é o presidente da CDR, esse trabalho de ouvir e saber dos dirigentes das instituições a real situação dos fundos constitucionais é muito importante. “Nós temos que saber como é desenvolvido o trabalho entre as superintendências e os bancos. O Brasil precisar voltar a produzir para gerar emprego e renda”, afirmou o parlamentar.

Izalci defendeu que as superintendências e o banco procurem promover a aproximação entre os atores do setor produtivo com o meio acadêmico. O senador citou o exemplo dos Centros de Desenvolvimento Regionais (CDRs). “Hoje nós temos quatro CDRs em pleno funcionamento que estão contribuindo para o desenvolvimento e crescimento econômico, além de gerar emprego e renda para suas regiões. É isso que nós temos que fazer”, alertou.

Para a próxima reunião da CDR está prevista uma audiência pública com instituições que atuam no desenvolvimento da região Nordeste do Brasil. O encontro ocorrerá na quarta-feira (27), às 9h.

Saiba mais sobre a audiência, acessando o link:  http://legis.senado.leg.br/comissoes/reuniao?reuniao=8258