Sessão Solene lota o plenário e emociona senadores e convidados.

Foi realizada nesta sexta-feira (10/05), no Senado Federal, a pedido do senador Izalci Lucas (PSDB/DF), sessão solene em homenagem aos 210 anos da Polícia Militar do Distrito Federal.

 Ao iniciar a sessão, que estava lotada de militares do DF, diplomatas militares – representando alguns países-, e autoridades civis, Izalci falou da sua admiração pela instituição, lembrando que, mesmo com os perigos da profissão, os policiais militares não deixam de realizar um trabalho exemplar: “Todos nós sabemos dos perigos dessa vida. O aumento da criminalidade, porém, extrapola o poder da ação policial e está centrado especialmente nos problemas sociais, na omissão do Estado em proporcionar ao cidadão educação, saúde, bem-estar e trabalho”, afirmou. “Também se centra na impunidade dos crimes e na correta aplicação das penalidades por falta de estrutura e no sistema carcerário precário, bem como em leis que favorecem os criminosos e penalizam as vítimas e suas famílias”, ressaltou. Ao falar dos policiais que têm suas vidas ceifadas, o senador se emocionou ao lembrar que os policiais militares sabem de tudo isso e, mesmo assim, com todo perigo e as dificuldades, saem todos os dias de casa para realizar o seu trabalho. Lembrou de um texto do Jornalista Pedro Bial que diz: são eles que vivem e morrem por nós. Guardam e vivem para nos guardar”. Para o senador, a emoção diz do reconhecimento pelo trabalho exemplar de segurança que realizam.

 Em seguida, representando toda a corporação, foram agraciados dois policiais militares, com o certificado de “honra ao mérito”, pelos serviços prestados à população do DF. O 1º Tenente Rodrigo Silvério dos Santos, do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), por seu trabalho de excelência na apreensão de fuzis, explosivos e drogas, e o 1º Sargento Ricardo Rócio Monteiro, do Batalhão de Policiamento com Cães BPCães, pelos quase 30 anos de serviços prestados na proteção aos animais.

Durante a sessão, a educadora Nyedja Gennari contou a história da Polícia Militar: “Poucas polícias no planeta podem se orgulhar por ter uma história tão bonita quanto a da polícia militar brasileira, pelo seu trabalho incessante na busca de proteção do cidadão de bem e da justiça”, afirmou, lembrando que no DF há um motivo especial para se orgulhar: “Temos a primeira comandante mulher, a Coronel Sheyla Soares Sampaio, única no Brasil, atualmente”, citou.

O ministro Péricles, do STM, cumprimentou Izalci pela iniciativa que chamou de uma homenagem justa e merecida: “Quero registrar meu apreço, reconhecimento e admiração à corporação policial militar, por tantos e relevantes serviços prestados ao país e ao seu povo, diuturnamente”, ressaltou.

O senador Welington Fagundes lembrou a presença feminina dentro da Polícia Militar, citando a Coronel Sheyla Soares Sampaio. Para o senador, a polícia militar cumpre um papel social extremamente relevante: “Eles atuam na educação, nos colégios militares, tem iniciativas sociais, ajudando na saúde e no esporte. O policial militar de um modo geral, pela sua preparação, enxerga à frente, disse.  Parabéns a todos, o desafio é muito grande, mas homens e mulheres preparados como vocês, com certeza podem ajudar nesse momento em que o Brasil passa por transformações”, completou.

Em um discurso bastante emocionado, a Coronel Sheyla agradeceu ao senador Izalci pela iniciativa e a todos os presentes. “O que nos enaltece e nos orgulha é continuar a nossa luta pela consolidação dos direitos democráticos, em prol da vida, da segurança, da tranquilidade pública da nossa capital”, afirmou. Ela destacou que, atualmente, a PM registra a menor taxa de homicídios para o DF desde 1986. No mês de maio, os números apontam para uma redução de 50% dos índices de mortalidade no trânsito. “Escolhemos ser policiais militares e isso significa trabalhar para servir, proteger e, em algumas vezes, sacrificar. O desejo de servir melhor ao povo enobrece o trabalho de nossa instituição”, afirmou a comandante, elogiando os colegas.

O senador Styvenson lembrou o trabalho que realizou enquanto atuou na PMRN e das dificuldades da profissão: “Para ser policial hoje na sociedade que a gente vive, tem que ser muito bem remunerado, muito bem reconhecido, tem que ter privilégios sim, pois damos a nossa vida pela manutenção da ordem pública, para que outras pessoas fiquem em paz, e é inaceitável policial ter que esconder farda. Parabéns para todos que saem todos os dias e não sabem se vão voltar, por manterem a ordem pública e por manterem em paz a população, finalizou.

A sessão ainda teve a presença de militares do Canadá, do Peru, da Republica Dominicana, do Panamá e da Espanha e, ao final, a banda da corporação encerrou a sessão com o hino da Polícia Militar do DF.

Fotos: William Sant’Ana