A comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal debateu, nesta quarta-feira (19), a venda de 90% das ações da Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária da Petrobras. A transportadora foi arrematada pela Engie em abril deste ano e o pagamento de R$ 33,5 bilhões foi realizado na semana passada. O senador Izalci Lucas (PSDB/DF), que é o presidente da CDR, coordenou os trabalhos da audiência pública.

A venda da TAG, que atua no transporte e armazenagem de gás natural, foi alvo de disputas judiciais. A rede tem 4,5 mil quilômetros de gasodutos, 91 pontos de entrega, 12 estações de compressão, 75 milhões de m³/dia de capacidade instalada (100% contratada pela Petrobras), com serviços de operação e manutenção prestados pela Transpetro.

A empresa tem contratos de transporte de longo prazo em vigor e faturamento líquido de R$ 4,9 bilhões/ano. Na compra, a dívida de R$ 3,9 bilhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi sanada.

Durante a audiência pública, a assessora jurídica da Petrobras, Claudia Zacour apresentou o programa de desinvestimento da empresa e defendeu a venda da subsidiária. “A Petrobras precisa diminuir sua dívida para ter financiamentos mais baratos e se alinhar aos seus pares internacionais. Isso não significa que a empresa deixará de atuar nos segmentos dos quais ela abriu mão da titularidade. A Petrobras não pretende, por exemplo, sair do segmento de refino. O que nós vamos fazer é um reposicionamento da empresa nessa área”, ponderou.

secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Bezerra destacou que o gás mundialmente é o combustível da transição energética. “O gás ajuda a aumentar a capacidade de energias renováveis no Brasil, porque as térmicas a gás suprem a variação das outras fontes de energia, como hidráulica, que passa por momento de estiagem, e eólica e solar, que têm variação diária porque dependem de condições climáticas”, elencou Márcio.

O senador Izalci disse que a realização da audiência pública era importante diante da relevância do uso do gás natural como fonte de energia.

“Essa audiência serviu para que a Petrobras possa esclarecer melhor questões óbvias como a expansão da atuação da empresa, pois estamos tratando de um assunto de interesse do Brasil”, afirmou o parlamentar.

Com informações da Agência Senado