Estudantes serão selecionados para vivenciarem a rotina dos senadores. Proposições dos jovens participantes podem virar Projetos de Lei do Senado

 

Os estudantes das escolas públicas estaduais de ensino médio têm até o dia 16 de agosto para participarem do concurso de redação do programa Jovem Senador. Criado em 2008, o programa seleciona anualmente 27 alunos, um de cada unidade da Federação, para conhecerem o funcionamento do Poder Legislativo no Brasil, vivenciando durante uma semana a rotina dos senadores, em Brasília. O tema da redação este ano é “Cidadão que acompanha o orçamento público dá valor ao Brasil”.

 

Ao falar sobre a iniciativa, o senador Izalci Lucas (PSDB/DF) lembra que a participação dos jovens na política, desde cedo, é muito importante.

“É essencial que eles se interessem, vejam como funciona o sistema aqui dentro, vivenciem isso de perto, conheçam o trabalho dos parlamentares. Esses jovens precisam saber da importância da política e como ela impacta à vida dos cidadãos. Eles são o futuro do Brasil”, assegurou.

A inscrição do aluno é feita pela escola e efetivada com o envio da redação, ficha de inscrição e documentos (físicos) para a Secretaria de Educação ou Regional de Ensino, conforme estabelecido pela coordenação do Jovem Senador nos estados e no DF. Não existe pré-inscrição nem possibilidade de inscrição online. Cada escola só pode inscrever uma redação, selecionada dentre todas as produzidas. A seleção da redação que representará o estado no programa é feita por uma comissão da Secretaria Estadual de Educação.

A “legislatura” tem duração de quatro dias e começa com a posse dos jovens senadores e a eleição da Mesa. Os vencedores participarão, durante a semana do processo, de discussão e elaboração de leis para o país, simulando a atuação dos senadores da República.

Os trabalhos são encerrados com a aprovação dos projetos pelos participantes. Para Izalci, o Jovem Senador é uma oportunidade para os jovens pautarem discussões dentro do Senado.

“É importante lembrar que as propostas legislativas aprovadas pelos participantes são transformadas em sugestões legislativas na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), relatadas por senadores e, se tiverem um parecer favorável, passam a tramitar como Projetos de Lei do Senado Federal”, lembra.

Desde a primeira edição, 40 proposições foram aceitas como projetos de lei do Senado e duas como proposta de emenda à Constituição. O programa já envolveu mais de 1,5 milhão de alunos e 41 mil professores, numa parceria que resultou na produção de quase 700 mil redações.

 

Foto:Roque de Sá/Agência Senado

Com informações da Agência Senado.