O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) pediu, nesta sexta-feira (13), em discurso no Plenário, maior atenção para a pesquisa, ciência e tecnologia. Ele lamentou os seguidos cortes no orçamento destinado ao setor e ressaltou que é preciso sensibilizar o Congresso Nacional para que pesquisadores e instituições de pesquisa não sejam prejudicados com a falta de continuidade de recursos.
“Eu nunca vi na Comissão Mista do Orçamento, a discussão sobre aumento de receita em função de produtividade e investimento em ciência e tecnologia. A gente só fala em cortar. Cortamos tanto que não há mais o que tirar, porque o déficit já é muito grande. Então, a gente vai começar a sensibilizar”, afirmou o senador.
Izalci mencionou a entrega, esta semana, de um abaixo assinado de 102 instituições e com 900 mil assinaturas, ao Presidente do Senado Davi Alcolumbre, com o pedido de socorro para a ciência e tecnologia. Segundo informou, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e tecnológico (CNPq) pode ter que enfrentar uma interrupção no pagamento de bolsas e a falta de recursos para manter seus trabalhos. Izalci ainda destacou a preocupação dos pesquisadores em relação à rumores de uma possível extinção do órgão.
“Há um movimento totalmente contrário, e me incluo nesse movimento. Não tem sentido a gente destruir o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, que durou anos e anos para ser consolidado. Os nossos orçamentos hoje são muito menores do que os de 15 anos atrás. Vários países que estavam abaixo do Brasil já avançaram exatamente porque colocaram a educação, a ciência e a tecnologia como prioridade”, avaliou .
Ao concluir, o senador Izalci informou que levará o assunto para discussão na Comissão Mista do Orçamento onde poderá tratar da previsão de recursos para o setor na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da questão dos constantes contingenciamentos.
“Nós não podemos aceitar a possibilidade de contingenciar recursos da ciência e tecnologia. Não há como você, durante uma pesquisa, paralisá-la e, depois de meses e meses, retomá-la. Nós não podemos. A regularidade dos recursos é fundamental para a pesquisa, para a ciência e inovação. Da mesma forma, é o orçamento em si”, argumentou o senador.