O senador Izalci Lucas (PSDB/DF) lembrou, durante discurso em Plenário nesta segunda-feira (16/09), a morte da bombeira Marizeli Armelinda Dias, de 31 anos, que ocorreu no domingo (15/09), enquanto combatia um incêndio em Taguatinga, no Distrito Federal, atingida por um galho de uma árvore e por fios de alta-tensão. “Profissional competente e querida, Marizelli deixou seus colegas devastados e recebeu inúmeras e justas homenagens”, disse o senador.

Uma das homenagens, feita pelo 2º Tenente do Corpo de Bombeiros, Cleônio Dourado de Souza, foi citada em parte pelo senador:  “Nenhum bombeiro sabe quando o brado será o último. Vidas alheias importam mais que as nossas e seguimos em direção ao que o destino escalou para aquele dia. Salvar é o nosso lema. Mas, algumas vezes, sem que a gente entenda o porquê, Deus busca um de nossos anjos laranjas de volta e o transforma em herói, heroína, imortal”, citou.

Em seguida, o senador disse aos colegas que irá propor, via requerimento, um voto de pesar do Senado pela morte de Marizeli. “Peço o apoio dos meus pares para a aprovação dessa proposta que hoje estou protocolando, para a nossa bombeira guerreira que deu a vida pela população do Distrito Federal”, solicitou.

Izalci lembrou ainda, que pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para relatar o PL 1.645, que trata da Previdência das Forças Armadas, com um apelo de inclusão da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do DF. “Precisamos entender, definitivamente, que o militar não é um servidor comum, o militar, como disse aqui, é uma pessoa que sai todos os dias e que dá a vida pelas pessoas. Então, não pode ter o mesmo tratamento daqueles servidores que têm estabilidade, que recebem uma missão e, muitas vezes, não a cumprem, pedem demissão e vão embora”, ressaltou.

Universidade de Brasília

O senador Izalci Lucas falou ainda sobre uma reunião que participou na manhã desta segunda-feira (16/09), na Universidade de Brasília, para tratar da situação orçamentária da instituição. “É evidente que há uma preocupação muito grande com a questão orçamentária”, disse.

Segundo ele, 2020 é um ano de muita dificuldade. “O orçamento que nós recebemos aqui vai muito aquém das necessidades da manutenção dos serviços públicos. A própria educação chega a ter mais de 20% de corte, inclusive em relação a este ano, que mal dá para terminar”, informou.

Como relator do Orçamento da Educação, Izalci se diz preocupado, e afirmou que busca uma saída para contemplar a educação, ciência, tecnologia e inovação para 2020, por ser um ano de transição muito difícil. Para 2021, segundo ele, as perspectivas já são melhores.

“Eu espero que a gente possa encontrar uma solução aqui. Espero que a gente possa licitar ou, talvez, fazer o leilão do 5G e que os recursos desse leilão possam ser destinados para essas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação, como foi feito agora com o excedente do petróleo, em que foram destinados alguns bilhões para cada um dos Estados. Mas alguma coisa terá de aparecer aí para a gente solucionar essa transição de 2020”, finalizou.

Foto: William Sant’Anna