Senador defendeu mais investimentos em tecnologia e inovação para que o país não fique para trás 

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) reafirmou em Plenário que o investimento em tecnologia e inovação precisa entrar urgentemente na agenda do governo, das empresas e da população. Em discurso, nesta sexta-feira (18) o senador disse que as empresas brasileiras precisam inovar e entrar no ritmo de progresso tecnológico, sob risco de ficar para trás e manter-se sempre em relação de subordinação aos países ricos.

“O Brasil precisa entrar nessa onda de inovação para viver, definitivamente, um ciclo de progresso. Inovar é conquistar espaço nos segmentos de valor agregado. É produzir bens e serviços que dão mais dinheiro, que vão gerar mais riquezas para o Brasil”, defendeu o senador.

Izalci lembrou que o Brasil ocupa a 66° posição entre 126 países listados no Índice de Inovação Global (IGI), publicado em 2019 e está atrás de nações com pouca expressão industrial, como Mongólia e Kuwait. Em 2011, o país ocupava o 47° lugar da lista. Para o senador, essa classificação mostra que o declínio é resultado da falta de incentivos no setor.

“Como o Brasil pode se tornar competitivo com 75% das empresas em estágio analógico, quando se vive uma era digital no mundo? Se nada for feito para reverter esse quadro, a distância que já separa o Brasil das lideranças globais tenderá a aumentar significativamente”, avaliou.

Segundo salientou o senador, as empresas brasileiras precisam inovar e entrar no ritmo de progresso tecnológico, pois é dessa forma que elas vão sobreviver no mercado global, gerar emprego e fazer a economia do País deslanchar.

“Vamos sair dessa penúria de crescimento baixo, de desemprego, de pouco investimento. A inovação precisa ser prioridade porque é o combustível impulsionador da nova economia. Não há tempo a perder”, afirmou.

Izalci citou a pesquisa Indústria 2027, da CNI (Confederação Nacional da Indústria) que traz um dado preocupante. Apenas 1,6% das empresas aparecem na chamada Geração 4, ou seja, que trabalha com o que há de mais moderno, com empresas integradas, conectadas e inteligentes. O senador também relatou que 75% das empresas brasileiras pesquisadas estão ainda nas Gerações 1 e 2, que são as das empresas analógicas, em que a digitalização foi incorporada apenas de modo pontual.

“Se nada for feito para reverter esse quadro, a distância que já separa o Brasil das lideranças globais tenderá a aumentar significativamente”, lamentou.

Nesse sentido, enfatizou Izalci, a solução seria aumentar os investimentos públicos na área de inovação.

“No Brasil, os investimentos estão abaixo de 1,3% do PIB enquanto lideranças globais, como Estados Unidos, Alemanha, Japão, Coreia e China investem mais de 2% do PIB em atividade de pesquisa e desenvolvimento”, informou.

O senador Izalci ainda lembrou as dificuldades financeiras e instabilidades dos pesquisadores e falou sobre a atenção de países como os Estados Unidos que investem em ciência, tecnologia e inovação, por meio de suas universidades e institutos de pesquisa.

“O País não avançou na construção de uma estratégia nacional, com prioridades bem fundamentadas de investimentos, metas de longo prazo e os meios possíveis de alcançarmos os objetivos propostos. Dessa forma, além de recompor o orçamento da área, o Brasil precisa definir prioridade quanto à pesquisa, ciência, tecnologia e inovação”, defendeu.

Ao relacionar ações para tornar o Brasil mais competitivo, o senador reafirmou a importância da inovação para o enfrentamento em áreas como saúde, energia, mobilidade, infraestrutura, saneamento e educação e buscar soluções inovadoras para essas questões.

“Tem que falar com empresário, com pesquisador, com quem pode financiar e, em seguida, estruturar e implementar a política pública”, considerou.

O senador convidou os parlamentares para participarem do evento Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), que acontece na Confederação Nacional da Industria (CNI), no dia 5 de novembro, próxima terça-feira, com a presença dos Presidentes da Câmara, do Senado e também das Comissões de Ciência, Tecnologia e Inovação.

“O objetivo desse fórum de diálogo é fazer com que as empresas conheçam e invistam, cada vez mais, em mercados do futuro em termos de produtos, processos, serviços e novas tecnologias, com os governos adotando as políticas públicas adequadas à inovação. A agenda da inovação precisa ser levada a sério por todos – e tem que ser agora”, concluiu Izalci.