O senador Izalci Lucas (PSDB/DF) participou, na útilma terça-feira (27/11), da noite de abertura do Moda Connect Brasília, no Clube Cota Mil. O evento apresenta alternativas para um mercado de moda mais inclusivo, com consciência social e sustentabilidade. A iniciativa abrange oficinas, workshops e desfiles, a fim de conectar experiências sustentáveis bem-sucedidas em diversas partes do mundo, além de debater questões importantes para o futuro do mercado.

A noite contou ainda com a participação do grupo Concretamente Brasília, que apresentou uma coleção com peças artesanais e complementos, confeccionados pelos jovens do projeto Rompendo Barreiras, utilizando a robótica para demonstrar a capacidade criativa e produtiva de jovens com limitações físicas como tetraplegia e paraplegia.

Senador Izalci ao lado da esposa Ivone, durante o evento.

Durante o evento, o senador Izalci, apoiador do projeto, explicou que esses jovens terão oficina de Robótica no Instituto Federal de Brasília, o que demonstra a importância de terem a tecnologia a seu favor. “O IFB agora vai transformar a iniciativa em um curso regular, o que vai permitir mostrar que mesmo tendo limitações físicas, essas pessoas têm todo um potencial para desenvolver. E aqui, na moda, demonstraram isso, fazendo peças aproveitando a tecnologia assistiva”, declarou.

A professora Ana Beatriz Goldstein, uma das idealizadoras do projeto, reforçou a importância do uso da tecnologia para superação de limitações físicas: “Muito além da oficina, queremos oportunizar que estas mentes brilhantes presas a corpos inertes produzam ‘riqueza’ para o País”, disse.

Senador Izalci Lucas com Ana Beatriz

Sobre o evento

Moda Connect é uma iniciativa com base no conceito “fashion for good” (moda para o bem), proposto para pensar a sustentabilidade na moda, reunir consumidores e empresas da cadeia produtiva, focada na economia circular, onde o produto é concebido, produzido, utilizado e reciclado para um novo uso. Uma das porta-vozes do movimento é a professora Ana Beatriz Goldstein, que concebeu o projeto Rompendo Barreiras, de inclusão de pessoas com limitações físicas na cadeia produtiva.

“Temos como missão a construção de uma mentalidade de produção e consumo consciente da moda em Brasília. Destacamos que tudo isso tem que ser construído de forma gradual e partindo da educação num processo colaborativo. Cada empresa ligada à moda que atender a esse chamado, seguramente irá sentir o impacto positivo, o que refletirá em toda a cadeia”, explica.

Para ela, a maior importância do evento é “construir uma cadeia produtiva da moda que seja humanizada, que considere e valorize a diversidade, o produto feito à mão, a conexão do local com global, promovendo o desenvolvimento sustentável, a partir do entendimento de que o ato de vestir, mais do que uma expressão de identidade, é uma poderosa ferramenta de fortalecimento do arranjo produtivo local do segmento da moda. ”

Quatro alunos com limitação física –  tetraplegia e paraplegia – e quatro sem limitação, estão envolvidos no processo de criação e produção das peças. “Nossa intenção é colocar no holofote da moda a causa da pessoa com deficiência,  demonstrando como  a  capacidade e a  criatividade,  latente em  cabeças  ávidas  para participarem   dos processos produtivos ,  podendo gerar  riquezas para o país, não podem ser limitadas por  corpos  impossibilitados de exercerem  todas as funções , e como a real  inclusão, poderá  formar  profissionais com olhares mais humanos e sensíveis a diversidade,   explica a idealizadora, professora Ana Beatriz Goldstein.

 

Fotos: William Sant’Ana

 

Assista a entrevista sobre o assunto: