A comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado está avaliando neste ano a implantação dos Centros de Desenvolvimento Regional como política pública. Nesta quinta-feira (05), o colegiado realizou uma audiência para saber a metodologia de trabalho e o andamento do programa que está sendo desenvolvido em quatro regiões do país. Os coordenadores do projeto tiveram a oportunidade de apresentar aos senadores a situação atual dos trabalhos que estão realizando.

Autor do requerimento que definiu a avaliação da política pública e presidente da comissão, o senador Izalci Lucas (PSDB/DF) afirmou que os CDRs são instrumentos que vão ajudar as regiões a impulsionarem as suas economias.

“Sou um defensor desse projeto por acreditar que o Brasil precisa desenvolver suas regiões por meio da articulação entre o setor produtivo, as universidades e órgãos governamentais. Esse é o principal objetivo desse programa. O país precisa voltar a crescer e os CDRs vão contribuir para isso”, destacou o senador.

Segundo a assessora técnica do CDR da Paraíba, Maria de Fátima Martins, o programa ajuda a resolver muitos problemas relacionados às políticas públicas, que geralmente vêm de cima para baixo sem conhecer as realidades locais.

“Em Campina Grande, na Paraíba, a gente tem uma região de 39 municípios. Essa região foi selecionada para que o piloto fosse implantado lá. Por que a gente escolheu essa região? A maioria dos municípios têm problemas seríssimos. Mais de 90% dependem da renda da administração pública, ou seja, não têm atividade econômica”, informou a assessora.

Maria de Fátima apontou que embora a região onde CDR Paraíba foi implantado seja carente, existe uma boa base acadêmica-científica, com muitos cursos de pós-graduação voltados para o desenvolvimento regional e o programa conseguiu integrar a academia, a comunidade e as indústrias locais.

No Distrito Federal, o CDR-DF existe há mais de um ano e meio e foram selecionados 29 projetos. O coordenador Neantro Saavedra Rivano elencou os alvos temáticos escolhidos durante uma oficina realizada com os atores envolvidos no programa. Neantro disse que a maioria dos projetos são voltados para o alvo de recursos hídricos e saneamento, seguido pela agricultura familiar.

Segundo Neantro, o CDR-DF está “em contato com as instituições de fomento e financiadoras para viabilizar os projetos”, explicou.

No Rio Grande do Sul, o CDR fica em Bagé, na região de Campanha. A representante do CDR do estado, Elizabeth Cristina Drumm, explicou que a região conseguiu unir as ações voltadas para o turismo.