O senador demonstrou preocupação com o resultado ruim do Brasil no PISA-2018
Defensor de uma educação de mais qualidade, o senador Izalci Lucas (PSDB/DF) lamentou, em discurso no Plenário nesta quarta-feira (18/12), o baixo desempenho do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – PISA/2018. Realizado pela Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico – OCDE, o documento mostra a preocupante estagnação do Brasil nas últimas posições, entre cerca de 70 países participantes.
“Infelizmente, tudo indica que esses resultados vão continuar assim por muitas décadas, se o Brasil não tomar providências urgentes. Continuamos nas últimas posições desde o ano 2.000, quando este exame foi criado, apesar de todas as providências tomadas pelo Congresso Nacional, pelo Ministério de Educação e pelas Secretarias Estaduais de Educação, visando melhorar esta situação”, declarou.
Izalci avaliou também que para resolver o problema da educação é preciso conhecer suas origens.
“Fala-se constantemente em reforma do ensino médio, entretanto, esquecem que se não houver mudanças, quebra de paradigmas no modelo atual do ensino básico, jamais lograremos êxito na melhoria dos ensinos médio e superior, em face de uma precariedade no nascedouro do problema”, lembrou.
Segundo explicou, o exame do PISA, aplicado a cada três anos, serve para classificar a qualidade do ensino básico e, portanto, da mão de obra desses países. Nesse exame é medido o desempenho dos alunos de 15 anos nas áreas de matemática, ciências e linguagem, considerando: (1) Os conteúdos básicos das disciplinas; (2) O desenvolvimento do relacionamento humano; (3) A solução de problemas complexos.
Método antigo
O senador apontou que, com relação aos conteúdos básicos das disciplinas, o Brasil utiliza o método de ensino baseado em aulas expositivas, desenvolvido no século XIX, no qual os professores verbalizam informações sobre os conteúdos e fazem os alunos as repetirem até decorarem para passar nas provas e serem aprovados.
“Esse sistema de estudo está baseado na memória a curto prazo e em pouco tempo os alunos esquecem quase tudo, devido nossas universidades treinarem os professores como ensinar conteúdo, não como ensinar alunos”, afirmou.
Quanto ao desenvolvimento do relacionamento humano e a solução de problemas complexos, ele lembra que os professores não têm tempo, nem conhecimento, para desenvolver esses tópicos nos horários das aulas. Para Izalci, o Brasil só entrará no nível dos países desenvolvidos, formando mão de obra de nível internacional, quando os professores aprenderem novas técnicas, abandonando definitivamente o sistema obsoleto das aulas expositivas.
“Devemos treinar, na metodologia de ensino a distância de padrão internacional, todos os professores dos últimos quatro anos do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio em: Mapas Conceituais, Aulas Invertidas, Decisões Lógicas, Desbloqueio da Criatividade, Trabalho em Pequenos Grupos e Soluções de Problemas Complexos”, aconselhou ao defender ainda que os diretores das escolas públicas devem fazer o curso de bacharel em Administração para desenvolver  habilidades técnica, humana e conceitual.
Nova metodologia
Nesse sentido, o senador observou que o Governo Federal poderá utilizar, sem custos, os direitos autorais de todas as disciplinas do curso, se ele for realizado pelas Universidades Públicas, com apoio de especialistas nesta nova metodologia de ensino, funcionários de Empresas do Governo Federal, requisitados a custos reduzidos.
Além disso, a introdução desta nova metodologia de ensino vai ocasionar melhorias no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB, nas notas dos alunos no Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, na classificação do PISA-Brasil acima da média e na produtividade da mão de obra brasileira.
“Como consequência para o Brasil, ocorrerá o aumento significativo dos investimentos externos, pois trará segurança aos investidores no sentido de que o país possui mão de obra qualificada e de padrão internacional. Destacando também a melhoria do grau de credibilidade do país, frente à comunidade internacional”, ressaltou.
Ainda de acordo com Izalci, também virão para o Brasil, capitais externos, novas empresas vão ser abertas, aumentará consideravelmente o número de empregos e das rendas, a produção aumentará em níveis bastante elevados, ocorrerá certamente o aumento do Produto Interno Bruto -PIB, as exportações crescerão, os Estados se desenvolverão economicamente, os governos arrecadarão mais impostos, entre outras melhorias, como novas tecnologias e o Brasil poderá sair do rol dos países em desenvolvimento.
“O momento é agora, ou tomamos as providências em caráter emergencial, ou amargaremos os dissabores de continuar numa posição que não condiz com as nossas potencialidades”, finalizou o senador.
Acesse o anexo com os dados do PISA.
Assista ao vídeo do discurso:
https://youtu.be/XqfDntuBCKY